O que a Geração Z espera de benefícios no trabalho
A geração Z, correspondente as pessoas nascidas entre 1997 e 2012, representa uma parcela crescente da força de trabalho. Segundo pesquisas recentes, deve representar quase um terço do mercado de trabalho até o ano de 2028, trazendo consigo novas expectativas relacionadas a saúde, segurança, propósito e flexibilidade.
Com isso, as empresas devem estar atentas para uma gestão de benefícios pensada para esse público, que em sua maioria, valorizam estabilidade emocional, proteção financeira, autonomia e experiências personalizadas, segundo um estudo de uma agência de recrutamentos em Curitiba.
Para a geração Z o básico deixou de ser um diferencial. Logo, para esse público, plano de saúde, vale-alimentação, vale-refeição são itens obrigatórios em um pacote de benefícios. O que realmente conta para eles são os benefícios que promovem o bem-estar, cuidam da saúde mental, as finanças e até mesmo a identidade digital, e os mesmos percebem isso como um cuidado genuíno, e não apenas uma obrigação da empresa.
Como já comentado anteriormente, uma das maiores preocupações da geração Z é com a saúde mental, em uma realidade onde os números de estresse e esgotamento são expressivos. Isso justifica pautas sobre benefícios de saúde mental como psicoterapia online e programas de bem-estar emocional, que já aparecem entre os benefícios mais valorizados em 2026.
Além do cuidado emocional, a flexibilidade também deixou de ser vista como um bônus para se tornar praticamente um requisito mínimo na avaliação de uma proposta de emprego. A geração Z valoriza a possibilidade de organizar sua própria rotina, seja por meio de modelos híbridos ou remotos, seja por horários mais adaptáveis à realidade de cada colaborador. Mais do que um formato de trabalho, isso representa autonomia, um dos pilares mais citados por essa geração ao avaliar onde deseja construir sua carreira.
Outro ponto que merece atenção das empresas é a cultura organizacional. Para a geração Z, muitas vezes o ambiente de trabalho e a coerência entre discurso e prática pesam mais do que a remuneração na hora de decidir permanecer em um emprego. Não basta comunicar valores institucionais: é preciso que a rotina da empresa reflita, de fato, o que é divulgado, seja no cuidado com os colaboradores, seja na forma como os benefícios são estruturados e comunicados.
Por fim, o desenvolvimento profissional também ocupa lugar de destaque nas expectativas dessa geração. Diferentemente do que muitos gestores imaginam, a geração Z nem sempre busca ascender rapidamente a cargos de liderança. O que essa geração mais valoriza é o aprendizado contínuo, o acesso a mentorias e a construção de novas habilidades, fatores que impactam diretamente sua decisão de permanecer ou não em uma empresa.
Diante desse cenário, fica claro que pacotes de benefícios genéricos e padronizados perdem força diante das expectativas da geração Z. O caminho está em oferecer benefícios mais flexíveis e personalizáveis, que permitam ao colaborador escolher o que faz mais sentido para o seu momento de vida, seja saúde mental, proteção financeira, desenvolvimento profissional ou flexibilidade de rotina.
Repensar a gestão de benefícios com esse olhar não é apenas uma resposta a uma tendência passageira, mas uma forma estratégica de as empresas se manterem competitivas na atração e retenção de talentos em um mercado de trabalho cada vez mais disputado.
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