Topo

Como comunicar os benefícios para que os colaboradores usem de verdade

Como comunicar os benefícios para que os colaboradores usem de verdade

Muitas empresas investem em um pacote de benefícios robusto, com plano de saúde, odontológico, seguro de vida, vale-refeição, apoio psicológico e outros, e ainda assim descobrem que boa parte da equipe usa só uma parte do que está disponível. O problema raramente está no benefício em si. Na maioria das vezes, está na comunicação.

Benefício que ninguém entende ou lembra que existe não gera valor para o colaborador e vira só custo para a empresa.

 

Porque os colaboradores não utilizam os benefícios

Um dos fatores que contribuem para os colaboradores não utilizarem os benefícios corporativos é a falta de clareza sobre os significados do mundo dos benefícios, que podem ser complexos. Termos como carência, coparticipação, franquia e rede referenciada são familiares para quem trabalha com seguros, mas não para quem está lendo pela primeira vez. 

O grande número de informações, em um único momento, também é um aspecto ruim de comunicação. Um manual de 40 páginas no dia da admissão dificilmente será lido, e menos ainda lembrado meses depois. 

Deixar as informações espalhadas também é prejudicial. Se a informação está espalhada entre e-mail, no portal do RH, PDF e grupo de WhatsApp, ninguém sabe onde procurar. 

 

Como melhorar a comunicação

Para começar a melhorar a comunicação a respeito dos benefícios, troque o vocabulário técnico por exemplos do dia a dia. Em vez de explicar apenas o que é coparticipação, mostre o que ela significa na prática: “Se você fizer uma consulta, pagará este valor. Se fizer um exame de rotina, pagará este outro.”

Essa comunicação não deve ser realizada apenas no momento da contratação ou integração do colaborador. Ela precisa de um calendário ao longo do ano, por exemplo:

  • Na admissão: apresentação resumida do essencial, com a promessa de que haverá mais detalhes depois;
  • Após 30 a 60 dias: reforço, quando o colaborador já tem dúvidas mais concretas
  • Em datas estratégicas: Janeiro Branco, Setembro Amarelo, Outubro Rosa, Novembro Azul, campanhas de vacinação e períodos de renovação;
  • Antes de mudanças: qualquer alteração em rede, valores ou regras deve ser avisada com antecedência e clareza.

Em vez de listar características, mostre o que o benefício muda na vida do colaborador. “Seguro de vida com assistência funeral” informa superficialmente. “Se algo acontecer com você, sua família terá suporte financeiro e orientação em um momento difícil” explica.

Muitos colaboradores sabem que têm um benefício, mas não sabem como usá-lo. Explique de forma objetiva como agendar uma consulta, acionar o seguro, pedir reembolso, consultar a rede credenciada ou falar com o atendimento. 

Envolver a liderança na campanha de benefícios também pode ser muito importante. Quando eles conhecem os benefícios e incentivam o uso, principalmente em temas sensíveis como saúde mental, o colaborador se sente mais seguro para buscar apoio. Vale treinar os líderes para responder às dúvidas mais comuns ou encaminhar para o canal certo. 

Comunicar não é só falar. Para saber se está funcionando:

  • Acompanhe a taxa de utilização de cada benefício;
  • Faça pesquisas rápidas de percepção e entendimento;
  • Registre as dúvidas mais frequentes e transforme-as em novos conteúdos;
  • Ajuste a abordagem conforme os resultados.

O papel da corretora nesse processo 

Uma corretora especializada em benefícios corporativos deve ir além da contratação. Ela pode apoiar a empresa na construção do plano de comunicação e no acompanhamento da utilização ao longo do ano.

Na Alma Life, a ideia é que o benefício cumpra seu papel: cuidar de pessoas. E isso só acontece quando elas sabem que ele existe, entendem como funciona e se sentem confortáveis para usá-lo. Entre em contato com a nossa equipe.