O papel das lideranças e dos benefícios corporativos para a saúde mental no trabalho
Com o passar do tempo, em um cenário cada vez mais desafiador, o cuidado com a saúde mental nas empresas deixou de ser apenas uma pauta de bem-estar. Hoje, o tema pode ser encarado como uma estratégia para fortalecer as equipes, desenvolver profissionais e, assim, alcançar melhores resultados.
A falta desse cuidado pode gerar altos índices de estresse, esgotamento, ansiedade e depressão. Isso impacta diretamente a operação da empresa, provocando atrasos nas entregas, queda na qualidade do atendimento ao cliente e aumento das taxas de afastamento e turnover.
Papel dos líderes e gestores
Nesse cenário, líderes e gestores desempenham um papel fundamental na promoção da saúde mental de suas equipes. Se quem lidera demonstra constantemente estresse, impõe metas quase inatingíveis e acredita que o esgotamento faz parte do trabalho, é muito provável que a equipe reproduza esse comportamento.
Por outro lado, quando as lideranças praticam o autocuidado e promovem a escuta, a empatia, o respeito e o equilíbrio, criam um ambiente em que os colaboradores podem entregar resultados sem abrir mão da saúde mental.
Desafios e metas fazem parte de qualquer rotina de trabalho. O que se torna preocupante é quando o desgaste deixa de ser pontual e passa a afetar significativamente o dia a dia dos colaboradores.
Impacto dos benefícios corporativos
Os benefícios corporativos podem atuar de forma direta no cuidado com a saúde mental, por meio do acesso à terapia on-line. Também podem contribuir de forma indireta com a oferta de planos de saúde, vale-alimentação e outros benefícios.
Isso porque esses benefícios reduzem a sobrecarga ao aliviar desafios da vida pessoal e familiar. Eles diminuem a pressão financeira (com auxílio-creche e vale-alimentação), otimizam o tempo no dia a dia (com horários flexíveis) e estimulam o autocuidado preventivo (com descontos em academias e planos de saúde e odontológicos).
Além disso, com a atualização da NR-1, a gestão da saúde mental no ambiente de trabalho deixou de ser apenas um diferencial institucional para se tornar uma obrigação legal, sujeita à fiscalização. A nova diretriz exige que empresas de todos os portes incluam os riscos psicossociais, como cobrança abusiva por metas, jornadas exaustivas e assédio, no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Investir em saúde mental não é apenas um ato de empatia, mas também uma decisão estratégica que reduz custos, protege a operação da empresa e garante conformidade com a legislação trabalhista.
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